domingo, 7 de setembro de 2014

Chegada da Primavera

Deriomar Viana do Prado




















O vento que sopra sob o céu sereno
Na noite escura do inverno sombrio
Mostra a face do poeta derradeiro
Que escreve isto de coração vazio

Amou nos clarões da mocidade
Sorriu no resplandecer da aurora
Hoje de sua cavidade
Jorra pranto quando ele chora

O amanhã, há de ser esta noite
Que chora pelas nuvens tão escuras
O poeta recebe as dores de um açoite
Sua poesia é um ato de bravura

Os últimos suspiros afagados
Naquela linda e doce atmosfera
Morre o poeta, do amor exilado
Ao chegar da triste primavera

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