quinta-feira, 17 de julho de 2014

Uma Noite no Inferno



Despi-me de minhas solidões
E fui em direção ao inferno
Satã me esperava aos portões
Desde que eu estava no necrotério

Os demônios roeram minhas frias carnes
E nada pude sentir
Só o peso da alma no corpo
Mas de longe uma luz eu vi

Era a aurora do céu e dos anjos
Que a cada momento eu me distanciava
Ao fundo do poço eu cheguei
No inferno eu já estava

O inferno que pra mim era quente
Já se tornara frio
O pranto orvalhado secava
E o satã não era hostil

Tanta ilusão em vida
E em morte eu era um febril
Que na noite no inferno dormia
Com o coração que estava vazio

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