sábado, 26 de julho de 2014

Caminho do Óbito



Quando fores tempo de colher a flor da mocidade
Estarei jazendo no meu leito
Meu coração a suspirar as últimas batidas
Morre de amor e foge do peito

Tu donzela plangente
Carrega o pranto amiúde
Mas quero ver-te com o riso contente
E não chorosa e tão rude

Ao meu sepultar faz-se um eflúvio
No teu chorar eu vejo a cura
Vem-se a noite junto de um dilúvio
Mas os últimos suspiros pouco dura

Quão doce era a vida na aurora
Ao suspirar dos sonhos serenos
Ao ver a teus lábios sulferinos
Me instigar com o teu amor e teus venenos

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