quarta-feira, 18 de junho de 2014

Rondó da Morte

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Quero morrer a exaltar-te 
 Mesmo que em vão a poesia seja
 Cantar o teu nome, consumar este fato
 Morrendo feliz, minha mente te almeja

 Se um dia eu ver-te, cruzaremos na estrada
 Dei-me uma vez esta sorte
 De ir, de partir, de cruzar para o nada
 Não há nesta vida, alguém que se importe

 Espero esta mágoa que será a liberdade
 Que ao bater-me a porta, a recebo aos beijos
 Que dai-me caminho para a eternidade
 Um caminho sem volta é isto que vejo

 Desejo de ver a morte em mim retinindo
 Do pobre coração se apoderando
 Levando-me na barca que pro inferno é o destino
 E pelos males da vida verei a morte ecoando

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