sábado, 17 de maio de 2014

Meu Óbito






















Quando em meu peito rebetentar-se a fibra
 Numa amarga despedida
 Meu coração vai chorar
 E quando na noite ver meu pranto
 Horrendo não tanto
 A tristeza eu vou exalar

 Quando eu vedes tu donzela
 Numa noite triste e bela
 Com sangue a jorrar
 Meu coração será pranto
 E a morte e seu encanto
 Sem dó vai te levar

 No silêncio do necrotério
 Eu vou me esvair em tédio
 E com saudades vou cantar
 P'ra que nasça a poesia
 Com sua melancolia
 Pra me fazer de ti lembrar

 Vou desejar que meu aconchego
 Seja morrendo sobre um leito
 P'ra poder ver teu olhar
 Se a morte és meu destino
 Quero que me leve sorrindo
 Igual um menino a ninar

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