terça-feira, 29 de abril de 2014

Virgem louco




O corte abrupto da faca
Rangendo no pescoço frágil 
Pela carne rasgando inflamável 
Formando tênues, vermelhas marcas

Nos dedos giram os cabelos
Arrancados do crânio pálido 
Do rapaz com o corpo esquálido
Que outrora o moço desflorava por inteiro

O calor que o corpo transpassa
Tão perverso quanto a lâmina da faca
Traz para o moço o prazer do medo

As perversas mãos estendidas ao lado
Com líquido espesso coagulado 

E pingos paralisados nos dedos

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