segunda-feira, 21 de abril de 2014

No Dia em Que Eu Morrer

 
                                                     
















Eu deixo a vida, como deixo o tédio
               Álvares de Azevedo

 No dia em que eu morrer
 Quero está junto de ti
 Não quero ver em tua face um pranto
 Desejo apenas teu torso sentir

 No dia em que eu morrer
 Meu torso estará em ócio
 Cruzarei para a morte
 Qual um equinócio

 No dia em que eu morrer
 Em soluços tu deitará pela relva
 Pálida como teu manto alvo
 E de tanto pranto há de inundar a selva

 No dia em que eu morrer 
 Terei apenas um desejo
 Este é que tu me erga
 Para dar-nos o último beijo

Nenhum comentário:

Postar um comentário