quinta-feira, 24 de abril de 2014

Enterro de Minh'amada



















 Me sinto as vezes tão frio
 Neste dia primaveril
 E o pranto sob a minha face goteja
 Enquanto minha vida se compõe em tristeza

 E olho p'ra um arvoredo
 Atrás uma cruz que dá medo
 É da pura que me deixou
 Esta minh'alma levou

 E tão longe ela está agora
 De baixo de uma cova 
 Que para si mesma cavou

 Apenas enterrei ela
 Derramei pranto sob a lápide dela
 Chorei por quem um dia me amou

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