sábado, 26 de abril de 2014

Eis a Morte

                                                            
















No dia em que a Morte bater-me a porta
 Hei de acompanhá-la na jornada
 E minha mente enfim estará morta
 Mas só vão notar meu óbito na alvorada

 Não hei de morrer tão facilmente
 Sou humano e fui feito p'ra sofrer
 Sou poeta que vive tristemente
 Sofrendo de amores por você

 Não padeço, vivo a chorar
 Quando chega a morte pra me libertar?
 E vivo num tormento de amor agonizante
 Estou no inferno o qual via Dante

 E vai-se na vida morrendo aos poucos
 Padeço tanto desse amor
 Viro ébrio e fico louco
 E de parcela vou morrendo no furor

 Vai chegando o fim trágico e tão belo
 As retinas escurecem, é agora
 Esperei tanto acabar com meus flagelos
 Eis a morte, a minha aurora

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