quinta-feira, 6 de março de 2014

Leito de Morte
























Amemos, bebamos e esqueçamos
 Ao homem cabe amar e morrer
 E embriagar-se, nos lábios
de tua amada

 Parte para a morte
junto a solidão
 Viveu o amor junto
ao tédio, escravidão

 Ah que bom seria morrer em teu pranto
com a doce vibração da pura que deixarei
 Em suspiros tantos e choros miúdos
os olhos fecharei e dar-te-ei minha solidão

 Viverá de desesperança aquela que
no qual o pranto deixo minhas memórias
 Ó amada por qual expiro poesia e não tristeza
 Ó bela de dores tantas por qual meu amor torna-se avareza

 Em meu leito há de ti chorar por mim
 Áspera e pura, lágrimas doces e amargas
escorrendo por teu ventre não mais verei
 O quão inunda o coração tão belo teu

 Há do amor escorrer em lágrimas
pelas pálpebras de minh'amada
 Sou tão falho quanto meu instinto
tão errante

 Mas se de tantas lágrimas
ela emudecesse ainda
 Deixaria o amor ao quanto deixo a vida
 De suspiros triste ainda, nunca mais verei a face linda

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