sexta-feira, 7 de março de 2014

Fome
























Sangue de minha boca escorre
Veneno maldito, queimaste minh'alma
Queima como o fogo do inferno
Meu peito dilacerado

Verte de meus lábios 
Sangue coagulado,
Que bebi de tua alma
Ao som do sino badalado 

Teu sangue viciou-me
Perdi minh'alma vil
Na igreja largou-me a vida
Para a escuridão que me consumiu 

Mate-me! já não posso suportar
O amor eterno que nuca falecerá
Com veia para nas orgias te caçar
Para teu livre arbítrio roubar

Reencontrei teu corpo
Livre d'alma, o rosto pálido
Chorei sobre teu esquálido peso morto
Roubei-te o corpo, irei guardá-lo 

Devorei-te!
Teu coração engoli
Mastiguei tua carne
As labaredas da paixão senti

No meu quarto teu corpo jaz
A beleza pálida de sentido frio
Esconde o bafo da morte que traz
O teu corpo agora vazio 

Um comentário: