domingo, 9 de março de 2014

Despedida

Tomasz Rut
    



















 De tanto chorar, minha face inunda
 O sangue é o líquido que me penumbra
 Apenas com o coração tão falho meu
 Hei de querer morrer nos braços teus

 Há de seu pranto escorrer pela relva
 Há de mim caminhar para as trevas
 Hei de estar de ti tão distante
 Meu torso deixando a vida tombante

 Ainda um momento junto de ti desejo
 Teus lábios rubros são os que almejo
 Esta seiva que decai, mostra-me a vida
 Em meu leito solitário, apenas tu na despedida

 Talhada em desalento há de ti exalar uma lágrima
 Lágrima esta que tanto nos fala
 Da morte e vida de um amor propício
 Partirei pelos seus lábios que me fizeram vício

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